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10 destinos que tem de visitar antes que desapareçam

By , 22 setembro, 2015

São alguns dos destinos mais extraordinários do planeta, mas estão ameaçados. Apresentamos-lhe 10 locais, espalhados por quatro continentes, que correm o risco de mudar ou desaparecer e nunca mais voltarem a ser como os conhecemos atualmente. De Veneza ao Mar Morto, passando pelas Maldivas: estes são os locais a visitar agora, antes que seja tarde demais.

 

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Taj Mahal | Agra, Índia

Construído no século XVII pelo imperador Shah Jahan, em memória da sua esposa favorita, o Taj Mahal é um dos monumentos mais famosos do mundo. Apesar de estar classificado como Património da Humanidade pela UNESCO, a poluição do ar e da água tem afetado este monumento e o plano lançado entre 1998 e 2000 para combater o amarelecimento do seu famoso mármore branco parece ter falhado, devido à crescente poluição.

Más reparações à fachada exterior do edifício também têm colocado o monumento em grande perigo.

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Kilimanjaro | Tanzânia

O Kilimanjaro, ponto mais alto de África, é ameaçado de diversas formas. Se no seu sopé as florestas têm sofrido com o abate de árvores autóctones e incêndios, o icónico cume branco do Kilimanjaro também poderá deixar de existir. Desde o ano de 1912, a montanha perdeu 82% da sua cobertura branca.

Os esforços para preservar esta maravilha natural têm-se multiplicado mas o seu aspeto atual já difere muito daquele que apresentava no início do século passado.

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Mar Morto | Israel / Jordânia

O Mar Morto é uma das mais fascinantes atrações entre Israel e a Jordânia e é mundialmente reconhecido pelos seus elevados níveis de salinidade. É graças a esta característica que é muito fácil flutuar nele. Contudo, o nível da superfície do Mar Morto tem diminuído cerca de 1,2 metros por ano e estima-se que nas últimas décadas tenho perdido um terço da sua superfície, podendo mesmo secar ainda durante este século.

Este é um verdadeiro tesouro natural que não pode deixar de visitar.

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Nápoles | Itália

No sul de Itália, a apenas nove quilómetros de Nápoles está localizado o monte Vesúvio, um vulcão que, segundo o Observatório Vesuviano pode entrar em erupção nos próximos 20 a 200 anos, sendo que quanto mais tempo estiver adormecido maior é o risco – a última erupção foi em 1944. Apesar do perigo, várias comunidades vivem mesmo junto à sua base.

As autoridades já desistiram do plano de realojamento da população, sendo que os esforços vão agora para um plano de evacuação em caso de emergência.

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Madagáscar

[caption id="attachment_212" align="aligncenter" width="1200"]Madagáscar - © Luc Legay Madagáscar – © Luc Legay[/caption]

Madagáscar é a maior ilha de África e a quarta maior do mundo, mas é pela sua biodiversidade que é conhecida: cerca de 90 por cento da vida selvagem aqui encontrada não existe em qualquer outro lugar na Terra. Só entre 1999 e 2010 foram descobertas 615 novas espécies, tornando este local um lugar particularmente único.

Os fogos, a desflorestação, a erosão, a caça e a introdução de outras espécies ameaçam algumas das extraordinárias espécies locais, que encontram em Madagáscar o seu único habitat. Apesar dos vários programas de proteção, muitas plantas e animais – como por exemplo o lémure – continuam em perigo de extinção.

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Veneza | Itália

Veneza é um dos destinos turísticos por excelência que tem sido alvo de várias ameaças: a elevação do nível das águas (cerca de dois milímetros por ano) e o aumento dos cruzeiros de grandes dimensões são dois dos exemplos. Além disso, o turismo de massas também coloca em perigo esta histórica cidade.

A conclusão? Há que visitar agora, enquanto é possível passar pelos canais nas tradicionais gôndolas, passear sobre as magníficas pontes e admirar a sua característica arquitetura.

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Barreira de Corais do Belize | Belize

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É a maior barreira de recifes do hemisfério norte e a segunda maior do planeta, estendendo-se ao longo de 300 quilómetros.

A Barreira de Corais do Belize é considerada um dos melhores locais do mundo para a prática de mergulho, contudo tem sofrido várias ameaças, como o desenvolvimento costeiro, a poluição, os sedimentos ou a pesca excessiva. Estas têm colocado os recifes sobre pressão, ameaçando a sua biodiversidade.

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Maldivas

As Maldivas são o país com a menor altitude do mundo: com quase 1200 ilhas de coral, 80% estão menos de um metro acima do nível do mar. Naturalmente isto significa que será dos primeiros a ser afetado com a subida do nível médio das águas.

Por isto mesmo, a nação paradisíaca estabeleceu um fundo soberano para a compra de terrenos (na Austrália, Sri Lanka e Índia), de forma a precaver uma possível (e provável) evacuação dos seus habitantes como “refugiados climáticos”.

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Patagónia | Argentina / Chile

Na Patagónia, os efeitos das alterações climáticas têm sido dramáticos: os glaciares e zonas geladas têm derretido a um ritmo 50% mais rápido neste século do que nos últimos 30 anos.

Esta região tem por isso, muitos desafios à manutenção da sua fauna e flora, não só por conta do aquecimento global, mas também por causa da exploração dos seus recursos por parte do homem, nomeadamente na costa.

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Waterton Glacier International Peace Park | Estados Unidos da América / Canadá

No ano de 1932, o Waterton Lakes National Park, no Canadá, juntou-se ao Glacier National Park, nos Estados Unidos da América para formar o primeiro parque de paz internacional. Estendendo-se ao longo da fronteira norte-americana, entre estes dois países, este oferece um cenário que junta campo, floresta, glaciares, onde habita um grande número de mamíferos.

O desenvolvimento de autoestradas, a reconversão de florestas, a construção de residências e a invasão de espécies exteriores são algumas das ameaças externas que limitam gravemente a movimentação dos animais nativos. A tudo isto junta-se ainda o aquecimento global que tem alterado o clima desta zona.

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